Vida na Terra é mais antiga do que se pensava

A vida na Terra tem 16 milhões de anos a mais do que se imaginava. A descoberta foi publicada pela revista Nature na quinta-feira e mostrou que micróbios habitavam nosso planeta a 3,416 bilhões de anos, e não 3,4 bilhões como se achava anteriormente.Os cientistas chegaram a essa conclusão depois de analisar recifes de coral Buck Reef Chert na África do Sul, que datam de 3,416 bilhões de anos, e verificar que a maior parte deles continha carbono vindo de organismos que faziam fotossíntese.Os fósseis foram achados em sedimentos rochosos, perto da cidade de Barberton, na região entre o Parque Nacional Kruger e o Reino da Suazilândia, que esteve coberto de água no passado.Os autores do artigo, os geólogos Michael Tice e Donald Lowe, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, consideram que a descoberta deverá pôr fim ao debate sobre o surgimento da vida terrestre.Outros pesquisadores já haviam feito proposta semelhante, mas seus resultados haviam sido postos em dúvida com o argumento de que os fósseis seriam de uma fonte mineral.Em artigo que acompanhou a pesquisa, o cientista Nicolas Beukes, da Universidade Rand Afrikaans, na África do Sul, afirma que as pesquisas de Tice e Lowen apresentam provas convincentes de que a matéria orgânica preservada nas rochas (da barreira de coral) é de origem biológica e não hidrotermal.

Agencia Estado,

01 de outubro de 2004 | 15h19

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