Vida pode ter começado entre minerais no oceano, diz cientista

Espaço entre camadas de mica poderia ter abrigado as primeiras formas de química da vida, antes das células

05 de dezembro de 2007 | 14h59

A vida pode ter tido início nos espaços entre camadas do mineral mica, nos oceanos primitivos, de acordo com uma nova hipótese proposta pela pesquisadora Helen Hansma, da Universidade da Califórnia, Santa Bárbara, e apresentada na reunião da Associação Americana de Biologia Celular.   A idéia é de que os espaços entre as camadas minerais poderiam ter oferecido as condições ideais para o surgimento de moléculas biológicas - criando, de fato, células sem membranas. A separação entre as camadas e o ambiente externo teria também gerado o isolamento necessário para que a evolução darwiniana tivesse início.   "Alguns acreditam que as primeiras moléculas biológicas foram proteínas simples, outros, que eram RNA", diz Hansma. "Tanto proteínas quanto RNA poderiam ter se formado entre as folhas de mica".   O RNA tem um papel importante na tradução do código genético. Os grupos de fosfatos no RNA estão espaçados em cerca de meio nanômetro (bilionésimo de metro), como as cargas elétricas negativas na mica. camadas de mica são unidas por potássio, e a concentração de potássio no mineral é muito parecida com a existente nas células vivas.   As mudanças de temperatura com a passagem do dia e da noite podem ter feito com que folhas de mica se elevassem e afundassem na água, e as ondas podem ter sido uma fonte de energia mecânica, diz o novo modelo. Os dois movimentos teriam levado à formação e à quebra de ligações químicas.   Assim, a mica poderia ter fornecido apoio, abrigo e energia para o desenvolvimento da vida pré-celular, deixando sinais nas formas de vida até hoje.

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