Vinte mil coalas podem estar condenados à morte

Não fossem as grandes orelhas, eles pareceriam pequenos ursos cinzentos e felpudos, tão atraentes quando seus similares de pelúcia. Por isso, uma legisladora australiana não deveria se espantar por ter provocado uma celeuma internacional ao sugerir o extermínio dos 20.000 coalas que vivem numa ilha da costa sul do Austrália.Sandra Kanck disse, hoje, que recebeu dezenas de e-mails furiosos e agressivos, a maioria dos Estados Unidos, depois de ter sugerido que se deve livrar a Ilha Canguru desses marsupiais. Alguns a taxam de ?criminosa? e ?assassina?. Os coalas não são nativos da ilha, a cerca de 120 quilômetros a sudeste de Adelaide, mas foram trazidos do continente australiano e introduzidos lá por gerações de colonizadores europeus.Agora, especialistas em meio ambiente admitem que o número de coalas cresceu a tal ponto que não há comida suficiente para eles. Eles são ávidos comedores de folhas de alguns tipos de folhas de eucaliptos.No mês passado, Sandra pediu o extermínio para evitar uma catástrofe ambiental. ?É simplesmente cruel condenar esses animais a morrer de fome?, diz.O governo estadual já rejeitou várias vezes o extermínio dos coalas temendo prejuízos para a indústria turística. Em 1996, tentou esterilizar e recolocar cerca de 3.000 coalas, mas o número deles na ilha continuou crescendo.

Agencia Estado,

10 de maio de 2004 | 15h35

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