Vírus da gripe espanhola é recriado em laboratório

Um grupo de cientistas recriou o vírus da gripe espanhola, ocorrida em 1918 e que matou cerca de 50 milhões de pessoas, com o propósito de estudá-lo e preparar uma defesa contra a ameaça de uma futura pandemia de influenza aviária. É a primeira vez que um agente infeccioso de uma pandemia histórica é recriado.Da mesma forma que o vírus de 1918, a gripe aviária do Sudeste Asiático ocorre de maneira natural nas aves. Neste ano, no entanto, o vírus sofreu uma mutação, infectou seres humanos e depois se propagou de um doente a outro. Antes da mutação, o vírus asiático causou a morte de pelo menos 65 pessoas, mas não havia registro de propagação entre os enfermos.Entretanto, os vírus sofrem mutações rápidas e em breve uma nova variedade poderia desenvolver características infecciosas como as que apresentava o vírus de 1918, disse o doutor Jeffrey Taubenberger, do Instituo de Patologia das Forças Armadas dos EUA. Segundo funcionários federais de saúde, o risco dessa recriação do vírus para a saúde pública é mínimo. Os seres humanos desenvolveram imunidade contra a gripe espanhola e acredita-se que, até certo ponto, essa imunidade persista até hoje.Em pesquisas prévias, os cientistas haviam concluído que os medicamentos antivirais modernos são efetivos contra vírus parecidos com o da gripe espanhola. A recriação do vírus foi publicada na revista científica Nature. O modelo do vírus foi colhido no Alasca.

Agencia Estado,

05 de outubro de 2005 | 18h57

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