Voo final dos ônibus espaciais é adiado para novembro

Instrumento científico será reajustado para funcionar durante a vida expandida da ISS

Reuters

26 Abril 2010 | 18h37

A última missão de um ônibus espacial antes da aposentadoria da frota será adiado para novembro, para que cientistas possam adaptar um detector de partículas de US$ 2 bilhões que será instalado a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS).

 

Restam mais três voos programados desse tipo de nave. A Nasa esperava encerrar o programa de ônibus espaciais em setembro, com uma missão final do Discovery.

 

Essa missão agora será antecipada e ocorrerá na frente do voo do Endeavour com o Espectrômetro Alfa Magnético (AMS), um projeto de 16 países supervisionado pelo ganhador do Nobel Samuel Ting.

"Ficou claro que o Endeavour não poderá voar em julho como estava no manifesto", disse o porta-voz da Nasa, Kyle Herring.

 

O AMS, projetado para buscar partículas de antimatéria e outras formas exóticas de matéria no espaço, deveria ser lançado em julho.

 

Mas com a proposta do governo Obama de manter a ISS operacional até pelo menos 2020, cientistas decidiram trocar o magneto supercondutor do aparelho, com vida útil de três anos, por um magneto permanente mais fraco, que poderá funcionar por até 18 anos.

 

"Começamos a pensar nisso no fim do ano passado e no começo deste, quando as pessoas estavam falando em manter a estação espacial até 2020 ou além", disse Ting.

 

Abandonar o magneto supercondutor, que depende de hélio líquido para operar, reduz o poder do instrumento para desviar a trajetória de partículas cósmicas que passarão pelos cinco detectores do AMS. Mas Ting diz que ajustar os detectores para maior precisão ao longo de uma vida útil muito maior mais do que compensa a perda de potência.

 

O atraso da missão do Endeavour dará aos cerca de 7.000 trabalhadores envolvidos no programa de ônibus espaciais e ameaçados de desemprego um tempo extra.

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