Votorantim Venture investe em inovação tecnológica

O diretor-executivo da Votorantim Venture, Fernando Reinach, informou hoje que a empresa vai investir em fundos de capital de risco no Exterior. ?Estamos estudando em quais deles vamos aplicar nossos recursos; é parte da nossa estratégia investir fora do País para aprender como funcionam os fundos de capital de risco no Exterior?, disse Reinach, ao participar da II Conferência da Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras (Anpei), no hotel Blue Three Towers Faria Lima, em São Paulo. A Votorantim Venture é uma empresa de capital de risco do Grupo Votorantim e dispõe de US$ 300 milhões para investir em empresas que fazem inovação tecnológica. Dez por cento desse valor serão voltados para investimento em fundos de capital de risco de outros países, principalmente nos Estados Unidos. Os recursos são bancados pelo próprio Grupo Votorantim, que faturou US$ 4 bilhões no ano passado.O fundo procura projetos inovadores, que não necessariamente estejam vinculados a empresas, mas que tenham alto potencial de se transformar em produto competitivo. Seu foco é multi-setorial, mas seus dois últimos aportes foram feitos em duas empresas nascentes da área de biotecnologia. Uma foi a Alellyx, que tem como empresários um grupo de cientistas que trabalham em diversos projetos de sequënciamento de genes no Brasil. O outro investimento recente foi feito na Scylla, empresa de bioinformática que também tem pesquisadores como empresários.Até hoje, a Votorantim Ventures investiu US$ 60 milhões dos US$ 300 milhões disponíveis em oito projetos, de variados graus de risco. O fundo tem examinado uma média de dois projetos por dia, segundo Reinach. ?De cada 100 projetos que recebemos, apenas um atravessa todo o processo e chega para aprovação do conselho para posterior investimento?, explicou. Segundo ele, no Brasil é difícil conseguir empresas com o perfil inovador que estejam com a parte contábil e trabalhista em dia, pressupostos para o fundo investir. Outro fato comum é a empresa receber propostas não formais, boas idéias de pesquisadores ou empreendedores que não estão organizados em forma de empresa. ?Foi assim com a Alellyx. Eles não tinham CNPJ, só uma boa idéia - usar o conhecimento da Biologia Molecular e da Genômica para gerar produtos que aumentem a produtividade de culturas agrícolas?, comentou. Cada projeto da Alellyx deverá gerar retorno de US$ 100 a US$ 500 milhões por ano. Essa empresa sobreviverá de royalties e contratos de prestação de serviços. De acordo com Reinach, a Votorantim Venture projeta para somente dentro de sete anos o retorno de seu investimento nas empresas inovadoras. Nos projetos de maior risco, essa projeção sobe para 10 anos.

Agencia Estado,

20 de junho de 2002 | 16h16

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