Zôo de Curitiba tenta salvar filhotes de lobo-guará

Uma fêmea de lobo-guará, espécie brasileira ameaçada de extinção, deu cria a quatro filhotes no Zoológico Municipal de Curitiba, no Paraná, no início do mês, mas aceitou apenas um, abandonando os demais logo após o nascimento. Com a morte de uma das crias com poucos dias de vida, veterinários e biólogos tentam salvar os outros dois filhotes que ficaram na incubadora do Passeio Público. Além da alimentação à base de leite, proteína e vitaminas, através de mamadeira, os filhotes recebem estímulos que ativam as funções fisiológicas. A sobrevivência dos lobinhos, porém, ainda é uma incógnita para os funcionários do Zoológico. Segundo a bióloga Maria Lúcia Faria Gomes, diferente do que ocorre na natureza, é comum animais de zoológico abandonarem as crias. ?São vários os fatores responsáveis por esse comportamento, mas a causa principal é o stress?, disse.O pai dos filhotes passou pelo mesmo processo dos filhos. Foi criado na mamadeira pelos funcionários e vive hoje no Zoológico Municipal. A mãe foi encontrada com apenas três meses, em uma fazenda do município de Tibagi, interior do Estado, enroscada numa árvore. Chegou ao zôo debilitada, com lesões no tecido da pele e sem movimento nas patas dianteiras, precisando de meses de tratamento para se recuperar. No momento, está com o filhote que aceitou em um recinto isolado.O lobo-guará é a maior espécie de canídeo da América do Sul, chegando a medir 1,25 m de altura e pesar mais de 25 Kg. No Paraná, sua ocorrência natural é na região dos Campos Gerais. A espécie está ameaçada de extinção devido à caça predatória e, principalmente, à agricultura extensiva, que acaba com o seu habitat natural.

Agencia Estado,

26 de junho de 2003 | 16h02

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