A lama da Samarco, vista do espaço

A lama da Samarco, vista do espaço

Satélites da Nasa captam imagem da mancha de sedimentos percorrendo o Rio Doce e desaguando no oceano, no litoral norte do Espírito Santo

Herton Escobar

01 Dezembro 2015 | 17h29

A foz do Rio Doce, no norte do Espírito Santo, antes e depois da chegada da lama. Crédito: Herton Escobar/Estadão, via Nasa EarthView (https://worldview.earthdata.nasa.gov)

A foz do Rio Doce, no norte do Espírito Santo, antes e depois da chegada da lama. Crédito: Nasa Worldview (https://worldview.earthdata.nasa.gov); editadas por Herton Escobar/Estadão

O derramamento de lama da Samarco no Rio Doce já pode ser visto do espaço. As imagens acima são de satélites da Nasa, a agência espacial americana, que monitoram e fotografam diariamente a superfície terrestre, para uma série de aplicações científicas. O sistema se chama Earth Observing System Data and Information System (EOSDIS), e as imagens podem ser acessadas por meio do site Nasa Worldview.

A mancha de sedimentos de mineração que vazou da barragem do Fundão no dia 5 de novembro, em Mariana (MG), viajou mais de 600 km pela calha principal do rio até desaguar no oceano em Regência, no norte do Espírito Santo (distrito do município de Linhares), em 21 de novembro. Até o início desta semana, porém, havia muitas nuvens sobre a região da foz, o que dificultava a visualização pelos satélites. Só com a melhoria do tempo foi possível registrar a primeira imagem “limpa” da mancha de lama se espalhando no mar.

Leia também no blog: Mar de lama da Samarco se espalha pelo litoral capixaba

Abaixo, uma comparação antes-e-depois da barragem do Fundão e do vilarejo de Bento Rodrigues, soterrado pela lama, com base em imagens do Google Earth:

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Post atualizado às 13h45 do dia 7/12.